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Discipulado 26/06/2010
 
Vencendo o pecado
 
 

A idéia de muitos cristãos de como Deus lida com o nosso pecado é em geral totalmente distorcida. Vemos Deus como um pai severo, que nos castiga quando pecamos e que parece ameaçar a todo momento; nos lançar no inferno se continuarmos pecando.  Entretanto,  apesar do pecado ser espiritualmente mortal e do fato de que Deus em momento algum ignora os nossos pecados, seu objetivo principal não é o de nos punir por nossos erros.                                                                                              Talvez esta idéia equivocada tenha sido criada pela leitura do Antigo Testamento, onde se ouve muito os profetas falarem da "ira de Deus" em relação à conduta pecaminosa do povo hebreu.  Deus não mudou sua atitude com relação ao pecado, mas no Antigo Testamento, Jesus ainda não havia dado a sua vida pelos pecados do mundo...                                                                                                                     O livro de Oséias e suas alegorias são, ao meu ver, a forma mais bela e dramática com que Deus  expressa ao seu povo a sua dor e a sua justa ira diante do pecado de Israel, mas também o seu profundo amor e a sua misericórdia infinita para com os seus filhos.  O Capítulo 11 de Oséias particularmente, sintetiza de forma plena o modo como Deus lida com o pecado humano.  Nos seus primeiros versos, Deus lamenta a ingratidão de Israel, diante de todo o bem que Ele lhe havia feito: "Quando Israel era menino, eu o amei, e do Egito chamei a meu filho. Quanto mais eu os chamava, tanto mais se afastavam de mim; sacrificavam aos baalins, e queimavam incenso às imagens esculpidas" (11:1-2). Por isso Deus anunciou àquela  nação que derramaria sobre ela a sua ira de justiça: "Não voltarão para a terra do Egito; mas a Assíria será seu rei; porque recusam converter-se. Cairá a espada sobre as suas cidades, e consumirá os seus ferrolhos; e os devorará nas suas fortalezas"  (11:5-6). Entretanto, nos versos finais deste capítulo Deus revela que seu amor pelo seu povo fará com que Ele tenha misericórdia dele, e não o destrua, mas o restaure: "Como te deixaria, ó Efraim? como te entregaria, ó Israel? como te faria como Admá? ou como Zeboim? Está comovido em mim o meu coração, as minhas compaixões à uma se acendem. Não executarei o furor da minha ira; não voltarei para destruir a Efraim, porque eu sou Deus e não homem, o Santo no meio de ti; eu não virei com ira. Andarão após o Senhor; ele bramará como leão; e, bramando ele, os filhos, tremendo, virão do ocidente" (11:8-10).                                          Deus certamente não pode simplesmente nos livrar da consequência do pecado, pois do contrário não seria santo, como também não pode nos isentar da culpa, do contrário não seria justo. Mas se desejamos realmente vencer o pecado e com coração contrito confessamos a Ele nossas faltas, diárias, Ele é misericordioso para nos perdoar pela culpa destas faltas. Sempre que comparecemos diante dele após havermos pecado, arrependidos e sinceramente decididos a não repetir o mesmo erro, Ele não apenas nos perdoa, mas nos ajuda a vencer as nossas fraquezas e limitações.                                                          Entretanto, nossos erros trás consequências e, muitas vezes, trágicas (Gl 6.7, Hb 12.5-7). E além dessas consequências naturais do pecado, temos que enfrentar também suas consequências espirituais, que são o enfraquecimento da nossa comunhão com Deus, e por causa disto o empobrecimento de nossa espiritualidade, em todos os sentidos (Is59:1-2). Mais que isto, o pecado abre brechas que nos tornam vulneráveis a ataques do inimigo de nossas almas.                                                                                           Deus evidentemente exercerá seu juízo final sobre todos os homens, segundo o que a cada um foi dado conhecer e segundo as nossas obras. Entretanto, Deus não nos condena ao inferno ou nos oferece a vida eterna por sua própria vontade, somos nós mesmos que escolhemos o caminho da vida ou o caminho da morte (Dt 30).

 
Fonte/Autor: Fragmentos do artigo extraído do site WWW.portasab
 
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