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Pastoral 19/06/2010
 
A insanidade do pecado
 
 

Como é significativa a história do filho pródigo (Lc 15. 11-32) e o uso que Jesus faz da expressão: “ele caiu em si”. O rapaz tinha literalmente estado “fora de si” em seus esforços para fugir de seu pai tão cuidadoso! Foi a vontade própria, o ego, o falar da carne, que o levou para um país distante. O mesmo pode ser dito de nós quando nos dispomos a nos afastar de Deus e de suas restrições.                                                                   O pecado não tem sentido. Não podemos encontrar felicidade tentando tornar-nos algo para o que Deus não nos fez. É loucura tentar. O pensamento que somos poderosos e sábios o bastante para nos recriarmos numa imagem de nossa própria escolha tem sido o auge tanto da arrogância como da loucura.                                                           Durante algum tempo, o filho pródigo suportou sua própria degradação. Talvez ele tentasse convencer-se de que era apenas um revés temporário e que aqueles porcos, os únicos “amigos” que lhe sobraram, não fediam realmente tanto quanto pareciam.                      A realidade tem um modo de se levantar e esbofetear o nosso rosto, e a maioria de nós tem que ser esbofeteada com força antes que descartemos nossas ilusões e comecemos a ver o óbvio. O pródigo primeiro enfrentou o fato prático que os trabalhadores braçais de seu pai estavam comendo melhor do que ele. Ele então enfrentou a verdade maior: que tinha tratado com desprezo seu pai que verdadeiramente o amava. E foi esta última compreensão que por fim o modificou. Posso imaginar as lágrimas correndo em seu rosto abatido, faminto, doente, enquanto ele se debatia completamente com o que tinha feito de sua vida. Alguns incrédulos poderiam argumentar que o rapaz só queria experimentar, ousar novas experiências. Mas, isso não é verdade. Pagamos um alto preço quando nos afastamos de Deus e damos lugar as nossas próprias razões.                                                                                                                  É duro encarar nossa própria loucura, mas é insanidade não fazê-lo. O caminho dos pérfidos é intransitável” (PV 13:15) e o“salário do pecado é a morte” (Rm 6:23). Podemos escolher ficarmos iludidos com o mundo buscando escapar da realidade de Deus (Rm1:21-22) ou podemos escolher despertar em oração e penitência, de coração contrito, para servir humildemente e glorificar nosso Criador: o único digno de todo louvor. A escolha é só nossa e a “recompensa” também.                                                                    Lembre-se sempre, “o inimigo veio para matar, roubar e destuir. Deus veio trazer vida e vida em abundância” (Jo 10.10).                                                                     

 
Fonte/Autor: Geraldo Sena – artigo adaptado
 
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